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O excesso de informação prejudicial à saúde

Vivemos em um mundo globalizado. Onde a todo momento tem algo acontecendo em algum lugar. E você sabe disso. Vulgarmente apelidado de “excesso de informação”

A pergunta é: o que você realmente precisa saber?

Com o advento da internet, e da velocidade com que os fluxos de informação se espalham, é muito fácil saber de qualquer coisa, sobre qualquer lugar, a qualquer instante. Mas, afinal, sobre o que você sabe?

Vivemos em uma era com muita “enformação” e pouca informação.

Os grandes veículos de comunicação, mesmo os midiáticos e inclusive os sociais, apenas reproduzem seus conteúdos, uns sobre os outros. Repare que a mesma matéria, o mesmo acontecimento, é apresentado de formas distintas em veículos diferentes. Tudo sempre da mesma “forma”, mas anda informa. Chega um momento que você nem sabe mais qual a veracidade envolvida, nem porque você mesmo está envolvido em tal acontecimento.

Isso se dá também nas mídias sociais. Ao se estender para as redes sociais – como por exemplo o Facebook – isso se torna pior ainda: pessoas compartilham de veículos midiáticos matérias reproduzidos de outros meios de comunicação. Ao chegar em seu Feed, além de a notícia já estar velha, você não sabe nem porque está lendo. Quando viu, já leu.

Tudo é uma cópia de uma cópia de uma cópia

Estes são apenas exemplos diretos sobre a informação, mas note que isso acontece mais de uma vez. Ao mesmo tempo. Sobre tudo. Mesmo:

Desde notícias de jornal até conteúdos de humor;
Piadas;
Memes;
Saúde;
Doença;
Festas;
Eventos;
Balada;
Família;
Faculdade;
Trabalho;
Policiais;
Feriado;
Jogo do final de semana;
Problema político;
E a lista continua…

 




 

Você não sabe nem porque está lendo já leu, mas a publicação está lá. Isso sem falar de publicações inúteis, efêmeras, sem fontes, virais, futilidades e outros. Mas seu scroll não pára.

Antigamente (que nem é tão antigamente assim, já na própria era da internet, mas vocês não sabem o quão legal é falar isso) era necessário que você entrasse em um site específico para saber sobre as coisas que lá ocorriam. Isso criava uma relação de confiança entre leitor/redator, como usuários do que era produzido. Um feedback, um relacionamento íntimo interpessoal. E foi dessa forma que a internet se expandiu: parceiras foram criadas, nasceu a – já extinta – blogosfera, e, posteriormente as “redes sociais” (que de sociais não tem nada, poderiam ao menos chamar de redes anti-sociais, com veemência) que é o que culmina a atualidade.

Lembre-se: informação não é conhecimento!

São esses tipos de coisa que consomem o seu tempo. Sim. Aquele que você já não tem. E ainda gasta com isso. Os mais de três dígitos de mensagens de grupos que você participa no seu telefone, e você sabe do que estou falando. Mesmo que você entre em alguma das redes (Facebook foi exemplificado por mero viés de popularidade) apenas para “relaxar”, logo mais você é surpreendido, novamente,  por uma enxurrada de informações. Em excesso. Isso pode te levar, inclusive, ao stress.

Quando você já não quis sumir? Cansado de tudo isso? Para esquecer um pouco isso tudo você fecha os olhos, respira fundo, percebe realmente que não precisa disso. O celular vibra. Mensagem no WhatsApp.

Com o excesso de informação, é tanta coisa, ao mesmo tempo, que você não consegue nem se situar, sequer criticar (não falar mal, mas sim, analisar, fazer valer de senso crítico) o que é bom ou não, verdade ou mito e, por último mas não menos importante, o que é útil!

Com todas essas intempéries, não se consegue absorver nada, desperdiçando então suas duas coisas mais importantes: tempo e conhecimento. E seu scroll continua…

Isso acaba por levar, literalmente, a uma overdose de informação.

 

© MINIMALISTO: Minimalismo, por um minimalista.

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