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A arte do desapego

O cotidiano acelerado de um mundo globalizado faz com que cada vez mais estejamos a procura de itens, bens e produtos que nos tragam satisfação, conforto, e realização; pessoal, psicológica e social, não necessariamente nesta ordem.

Estamos acostumados com o modus operandi publicitário e direta e indiretamente sofremos indução, consciente e subconsicente, em relações de consumo. E não, esse artigo não faz referência ao jingle que está na sua cabeça agora.

A pergunta que não quer calar é: Do que você precisa?

Qual a real utilidade do que você tem ou do que quer ter? Cercados de itens de utilidade questionável, é necessária uma auto análise e  muito senso crítico para perceber o que você precisa comprar e, mais ainda, sobre o que de fato já possui!

Quem tudo quer nada tem

Pode até parecer irônico e retrógrado, mas, quanto menos você tem, mais você tem. É como na frase nunca proferida por Sócrates “só sei que nada sei”, mas ao contrário. Imagine: o simples fato de nada possuir, lhe permite ter qualquer coisa. O dinheiro e o tempo (este mais caro que o aquele) dispendidos para aquisição de novos bens – fora os já adquiridos – podem proporcionar outras coisas com potencial de agregação de valor muito maior em relação a sua real utilidade. Você pode ter qualquer coisa. Ser o que quiser.





Mesmo que seja para a aquisição de novos bens, procure se desfazer dos velhos, pratique o desapego: aquele livro que nunca leu e está no plástico ainda; a camisa que comprou porque estava na promoção mas não tirou nem a etiqueta; a caixa na dispensa que você não sabe nem o que tem dentro; os mais de 10 pares de calçados pra apenas 1 par de pés; a comida estragada na geladeira porque comprou demais; as redes anti sociais que passa horas sem nem saber o que está fazendo; o grupo do WhatsApp que ta no silencioso e as todas mensagens que nem leu e nem vai; o carro do ano, vá de ônibus, leia este site um livro no caminho; a gaveta da bagunça que você guarda de tudo porque “vai que um dia precisa”…

As coisas que você possui acabam possuindo você.

Essas coisas te prendem. Não apenas fisicamente, em restrição de espaço e oportunidades, mas também psicologicamente, em relações de dependência emocional. Saiba o que é substancial no seu dia-a-dia, o que te agrega valor de uma forma benéfica, o que pode se tornar produtivo junto com seu esforço aplicado para isso. Descarte o desnecessário. De superfluidade já basta o mundo. E as desatitudes de alguns. Reutilize. Recicle. Doe.

Reutilize os bons momentos de companhias que quiseram estar ao seu lado por opção e compartilhar do seu tempo. Reutilize as lembranças, porque quando apenas elas restarem, não ficar só no lamento. Recicle suas ideias, e queira prosperar. Recicle as pessoas que não estão pra somar. Doe as suas coisas para quem acha que jamais as teria. Doe a si mesmo para quem na mesma situação o ajudaria.

O desapego vai muito além disso. Desapegue do medo de trocar de trabalho. Desapegue também da insegurança de sair do trabalho para implantar seus projetos que ambos sabemos que você tem mas nunca começou. Dos preconceitos dos que lhe julgam por correr atrás do que quer.

Sem espaço, pretende crescer pra onde?

Desapegue.

 

© MINIMALISTO: Minimalismo, por um minimalista.

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